Médicos explicam o que pode acontecer com quem consome moela de galinha em excesso
A moela de galinha é um alimento bastante consumido no Brasil e faz parte da alimentação de milhões de pessoas. Rica em proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, ela pode trazer benefícios para a saúde quando consumida com equilíbrio. No entanto, especialistas alertam que o consumo exagerado ou o preparo inadequado pode representar alguns riscos.
Nas redes sociais, diversas publicações afirmam que a moela pode causar doenças graves. Entretanto, médicos e nutricionistas explicam que não existem evidências de que o alimento, por si só, provoque essas condições em pessoas saudáveis. O principal fator está na quantidade ingerida, na forma de preparo e no contexto geral da alimentação.
Quando o consumo pode representar riscos?
A moela contém colesterol e purinas, substâncias que, quando consumidas em excesso, podem não ser indicadas para algumas pessoas com doenças específicas, como gota, hipercolesterolemia ou determinadas condições cardiovasculares. Isso não significa que o alimento seja proibido, mas sim que deve fazer parte de uma dieta orientada por um profissional de saúde.
Outro cuidado importante está relacionado à higiene. Caso a moela não seja corretamente limpa, armazenada ou cozida, pode haver risco de contaminação por bactérias responsáveis por infecções alimentares.
Benefícios nutricionais
Quando preparada adequadamente, a moela é uma excelente fonte de proteína de alto valor biológico, ferro, fósforo, selênio e vitamina B12. Esses nutrientes são importantes para a formação das células do sangue, funcionamento do sistema nervoso e manutenção da massa muscular.
Por possuir boa quantidade de proteínas e relativamente pouca gordura em comparação com outros cortes, ela pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, desde que consumida com moderação.
Quem deve ter mais atenção?
Pessoas com colesterol elevado, doenças renais, gota ou outras condições clínicas específicas devem conversar com o médico ou nutricionista antes de consumir grandes quantidades de vísceras. A orientação profissional é a melhor forma de adaptar a alimentação às necessidades individuais.
Também é recomendado evitar frituras frequentes e excesso de sal durante o preparo, fatores que podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares quando associados a uma alimentação desequilibrada.
Alimentação equilibrada faz a diferença
Especialistas destacam que nenhum alimento isoladamente determina a saúde ou provoca doenças na maioria das pessoas. O mais importante é manter uma alimentação variada, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e proteínas de qualidade, além da prática regular de atividade física.
Manchetes que afirmam que determinado alimento "causa" uma doença sem apresentar evidências científicas devem ser analisadas com cautela. A orientação de profissionais de saúde e informações baseadas em estudos científicos são fundamentais para decisões seguras sobre alimentação.
